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PARA UMA RESPOSTA EFICAZ
EM CENÁRIOS DE CRISE
Guarda apresenta plano
de emergência

Já não há impedimentos quanto à aplicação de Planos de Emergência/Sistema de Gestão de Risco (SGR) no distrito da Guarda e não só. É que a Escola Superior de Educação da Guarda (ESEG), em parceria com o Instituto de Estudos Geográficos da Universidade de Coimbra, tem disponíveis os meios técnicos e logísticos para a realização e aplicação da referida plataforma de Sistema de Gestão de Risco.
Na presença de representantes de algumas autarquias do distrito da Guarda, da Protecção Civil Municipal e de outros delegados de distintos serviços, a ESEG apresentou já, no passado dia 10 de Abril, um Plano Modelo de Emergência, o qual pode muito bem auxiliar eficazmente os diferentes agentes que, habitualmente, intervêm no teatro de operações nas variadas situações de crise. Essencialmente, trata-se de um instrumento cuja aplicação facilita a resposta e tomada de decisão face a todas as situações de risco que possam surgir nos mais diversos cenários. Isto mesmo foi exemplificado detalhadamente por António Rochette, do Instituto de Estudos Geográficos da Universidade de Coimbra e professor na ESEG, a quem coube a apresentação do Plano Modelo.
O SGR é mais um exemplo de cartografia intermunicipal que facilita uma tomada de decisão rigorosa sem margem para lacunas. Esta ferramenta, agora disponibilizada pela ESEG cruza informações numa base informática, em Sistema de Informação Geográfica, ao nível de todos os factores que podem surgir em situação de crise, seja ela em matéria de incêndios, inundações, explosões, entre outras.
A ESEG está na vanguarda em matéria da Cartografia e Sistemas de Informação Geográfica, dotada dos meios físicos, técnicos e humanos. Joaquim Brigas, director da instituição considera o SGR “um instrumento indispensável” essencialmente às autarquias, protecção civil e bombeiros e “não existindo barreiras físicas para fenómenos naturais, também não devem existir barreiras, sobretudo psicológicas, entre as instituições que se tornem obstáculos ao desenvolvimento do distrito e da região”, acentua.
Trata-se de “interagir com os decisores regionais” disponibilizando este tipo de ferramentas. O que, segundo o mesmo responsável, só depende das “potenciais parcerias a estabelecer com entidades despertas e sensibilizadas para este tipo de instrumentos”. O director da ESEG lembra, a propósito, que “já está aprovada uma candidatura da Associação Distrital para a Sociedade de Informação [ADSI]” e que “aguarda apenas por uma resposta da presidência daquele órgão”.
António Rochette comprovou, por seu turno, as “vantagens e potencialidades” de um SGR salientando que “é um projecto pensado para quem planeia, mas fundamentalmente virado para os operacionais que, até aqui, têm sido esquecidos”.Tem também a vantagem de “não haver dispersão de meios” para passar a haver “um custo diminuto perante a capacidade de informação que uma autarquia passa a ter”, sustenta, lamentando a “existência de problemas institucionais nesta zona do interior do país”. A concluir António Rochette sugeriu que “não se perca mais tempo e que os órgãos decisores se entendam para bem do atraso que a região sofre nesta matéria”.
GUARDA
Feira de informática
anima ESTG
Estudantes do ensino superior, secundário e profissional são desafiados a apresentar projectos no domínio das novas tecnologias no 3º Encontro Nacional de Estudantes de Informática ENEI - 2007, que terá lugar na Guarda entre 20 e 22 de Abril.
Segundo Nuno Cruz, presidente do Núcleo de Engenharia Informática da Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), que promove a iniciativa, o encontro visa promover "o convívio, a troca de experiências e ideias, o debate sobre temas actuais no mundo das tecnologias de informação e a aproximação ao mundo empresarial".
"Plataformas de Convergência Global" é a temática central do encontro que terá por palco o Teatro Municipal da Guarda, durante o qual serão também discutidos assuntos relacionados com as áreas de engenharia de software/gestão de projecto, design e usabilidade, realidade virtual e aumentada.
A organização refere que o ENEI-2007, que nas duas edições anteriores se realizou em Évora (2005) e Coimbra (2006) "é um evento pioneiro a nível nacional organizado por estudantes para estudantes".
Nuno Cruz adianta que o ENEI "conta com a presença de convidados portugueses e estrangeiros, professores e profissionais do ramo, com o intuito de informar e debater assuntos de interesse colectivo".
O dirigente do Núcleo de Engenharia Informática da ESTG disse à Agência Lusa que o evento contará com a presença de três personalidades internacionais do mundo das tecnologias da informação.
Um dos oradores é o brasileiro Marcelo Tosatti - mentor do Projecto OLPC (One Laptop Per Child - Um Computador por Criança), um projecto humanitário internacional que visa a criação de um computador de baixo custo para possibilitar que crianças mais pobres possam acompanhar os avanços das tecnologias e facilitando a sua aprendizagem.
O americano Joseph Yoder, dono da empresa Refactory.com, que implementou vários projectos de software que se expandiram a vários domínios, desde a saúde ao comércio, é outro dos convidados.
Está também prevista a presença do alemão Andreas Schliep, que tem uma vasta experiência no desenvolvimento de programas de vídeo-conferência, VoIP e sistemas de mensagem instantânea.
Segundo Nuno Cruz, o evento também integra dois concursos - "ITProjects - Show Your Skills" e "(e)MAGINE - Free Your Mind" -, que incentivam os estudantes "a exporem os seus próprios projectos, onde três dos quais terão a oportunidade de o apresentar no evento, e quem sabe serem apadrinhados por algumas das grandes empresas presentes".
Aponta que um dos exemplos do sucesso nestas áreas é o projecto Magic Key, desenvolvido por Luís Figueiredo, docente da
ESTG.
"Este projecto está direccionado, para permitir aos utilizadores com problemas de mobilidade dos membros superiores, possam utilizar um computador (navegação na internet, ferramentas de escrita, aceder ao e-mail) recorrendo apenas ao movimento da cabeça e piscando os olhos para validar as acções pretendidas", descreve.
Acrescenta que a criação dispõe de uma aplicação mais recente, denominada Magic Key Eye Control, que representa "um salto significativo em termos de funcionalidades uma vez que permite determinar o local do monitor para onde o utilizador está a olhar e posicionar aí o cursor do rato".
A organização espera reunir cerca de 400 participantes no ENEI - 2007, que considera "uma forma de dar a conhecer um pouco mais a ESTG e o Instituto Politécnico da Guarda, e levar o bom-nome da cidade a todo o país".
VISEU RECEBE CCISP
Politécnicos exigem
auditorias
O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos Portugueses (CCISP) reclamou, no dia 30 de Março, auditorias em todas as instituições de ensino superior para avaliar a sua gestão orçamental e evitar desperdício de dinheiros públicos.
Depois de uma reunião realizada nesse dia em Viseu, o CCISP apelou a que seja feita uma "auditoria externa a todas as instituições públicas de Ensino Superior que determine qual o orçamento mínimo necessário e a natureza dos desvios ao orçamento padrão para que cada instituição cumpra com qualidade a sua missão".
Essa auditoria permitiria identificar "os desperdícios" e "as necessidades de reforço de financiamento", considerou aquela estrutura dos politécnicos num documento aprovado.
O CCISP exigiu ainda "a urgente revisão e aprovação dos quadros de pessoal não docente, considerando inaceitável que mais de 30 anos passados sobre a criação dos Institutos Politécnicos a esmagadora maioria dos seus funcionários docentes e não docentes continuem com vínculo precário às instituições".
Naquele documento, em que o CCISP reflecte sobre a reforma da legislação reguladora do ensino superior, os politécnicos recordam um parecer, de 2005, denominado "Princípios de Orientação Estratégica para o Ensino Superior" onde defendia a mesma condição de autonomia para politécnicos e universidades.
Cada instituição deve ter competências de acordo com as suas capacidades de recursos técnicos e humanos e os institutos poderiam optar pela "designação de Universidade como forma de afastar a desvalorização social associada, por razões culturais, à designação do subsistema politécnico", refere o
CCISP.
A futura lei da autonomia "deve permitir que as instituições possam adoptar, no uso da sua autonomia estatutária, modelos de organização diferenciada" mas, por outro lado, tem de garantir "condições de igualdade" no "financiamento aos alunos e às instituições".
A autonomia estatutária, pedagógica, cientifica, administrativa e financeira deve estar também assegurada, defendem os politécnicos, que propõem igualmente modelos de gestão das instituições de ensino superior.
O futuro diploma "deverá prever a existência de um órgão de auto regulação do sistema de ensino superior público constituído por representantes do CCISP e do CRUP (Conselho de Reitores das Universidades Portugueses), em igual número, e por um membro por estes cooptado de entre individualidades de reconhecido mérito", acrescenta o documento aprovado pelos politécnicos.
"A este órgão competiria, nomeadamente, dar parecer sobre as propostas de aprovação de estabelecimentos de ensino superior e suas unidades orgânicas, sobre pedidos de registo de novos cursos e fixação de vagas", refere o documento hoje aprovado.
O presidente do CCISP, Luciano Almeida, revelou que foram aprovadas outras tomadas de posição quando as iniciativas do Governo para a lei da avaliação das instituições e o reconhecimento de graus académicos estrangeiros.
No que respeita à "proposta de lei da avaliação, estamos no essencial de acordo" mas "chamamos a atenção para os seus custos", declarou Luciano Almeida.
No anterior processo de avaliação já estava prevista a presença de peritos internacionais nas comissões de avaliação, mas "isso raramente aconteceu porque o Estado não tinha recursos financeiros", recordou.
Agora, a proposta prevê que as comissões de avaliação sejam pagas pelas instituições mas muitas delas não têm condições para pagar esse custo, explicou o presidente do
CCISP.
Quanto ao reconhecimento dos graus académicos estrangeiros, o CCISP "saúda a proposta" mas, "por lapso, o Ministério não reconhece no diploma que os graus de licenciados e de mestrados podem ser atribuídos pelos politécnicos", alertou Luciano Almeida, que confia na correcção desse erro.
EM VISEU
Alunos de mérito no
IPV

O Politécnico de Viseu acaba de organizar a cerimónia de entrega das bolsas de mérito aos melhores alunos da instituição, tendo distinguido 12 alunos entre um total de 59 candidaturas.
A bolsa de estudo por mérito é suportada integralmente pelo Estado a fundo perdido, tem um valor anual de 5 vezes o salário mínimo nacional (1.929,50 Euros) e destina-se a comparticipar os encargos com a frequência de um curso de ensino superior aos alunos que tenham mostrado um aproveitamento escolar excepcional no curso superior que frequentam.
Neste ano lectivo 2006/2007, os alunos contemplados, com a referida bolsa, são Paulo Sampaio e Castro (ESE), Célia Rocha (ESE - Pólo de Lamego), Elisabete Gomes (ESE), Fernando Almeida (EST), Fernando Lopes (EST), Sérgio Correia (EST) Vítor Carvalhinho (EST) Inês Pinto (EST), Daniel Rodrigues (EST), Ana Frias (ESA), Daniel Comenda (Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego), e Maritza Araújo (Escola Superior de Saúde).
IPV
Viseu forma em
administração pública
O Instituto Politécnico de Viseu vai organizar a primeira edição do curso Forgep – Programa de Formação em Gestão Pública, que visa a melhoria do perfil e experiência profissionais, potenciadores de uma liderança forte e mobilizadora, de acordo com as exigências da moderna gestão pública. O curso tem a duração de 180 horas, 60 das quais em e-learning, custa 1300 euros e as inscrições estão abertas até 30 de Abril.
Entre os objectivos gerais do curso contam-se os de desenvolver competências técnicas e transversais, tendo em vista a melhoria do perfil, experiência e conhecimentos profissionais, potenciadores de uma liderança forte e mobilizadora, em sintonia com as exigências de moderna Gestão Pública. Visa ainda desenvolver capacidades criticas, de raciocínio e de resolução dos problemas reais colocados à Administração Pública, tirando partido do conhecimento adquirido e sua aplicação prática.
Finalmente, o curso Forgep pretende promover a aquisição de conhecimentos e capacidades adequadas à liderança de equipas e serviços, numa perspectiva de dinamização da inovação, de motivação cultural e metodológica. Contribuirá ainda para uma administração pública com melhores níveis de qualidade, experiência e eficácia nos serviços que prestem aos cidadãos, às comunidades e às empresas.
A Entidade formadora será o Instituto Nacional de Administração e a formação destina-se a cargos de direcção intermédia nos serviços e organismos da Administração Pública, bem como a funcionários e/ou agentes com a categoria de Técnico Superior.
PELA MÃO DO
CONSERVATÓRIO REGIONAL
Música para dançar
em Beja
O Instituto Politécnico de Beja serviu de palco ao espectáculo Músicas para Dançar, integrado numa semana cultural promovida pelo Conservatório Regional do Baixo Alentejo. O espectáculo resultou da junção das várias actividades desenvolvidos pelos participantes nos workshops de música e dança.
Recorde-se que a iniciativa teve inicio no passado dia 10 de Abril, pela mão do Conservatório Regional do Baixo Alentejo (CRBA), num evento composto por uma "viagem" ao mundo das músicas para dançar, com ateliers de danças latino-americanas e barrocas visando promover a instituição e atrair novos alunos.
Os ateliers, integrados na "Segunda Semana do Conservatório - Músicas para Dançar", percorreram as secções de Beja, Castro Verde e Moura daquela "escola de artes".
José Filipe Guerreiro, do CRBA, explicou à agência Lusa que a iniciativa pretendeu "atrair novos alunos através da promoção das actividades da instituição na área dos espectáculos e do ensino das artes de palco, como a dança e a música".
Ateliers de dança e música foram os "bilhetes" de partida para esta viagem, contando com a participação das escolas, alunos do conservatório e a comunidade em geral.
"Workshops" de danças latino-americanas, como a salsa, o cha-cha-chá, o bolero ou o samba, e de danças barrocas, "muito populares nas cortes francesas do século XVIII", como a "allemande", foram as ofertas nas áreas da dança.
Além dos workshops e do concerto no IPB, a segunda semana do conservatório, integrou um Concerto de Professores do CRBA, às 21:30, no auditório Ernestina Pinheiro daquela instituição, e as olimpíadas de formação musical, que incluem vários jogos didácticos ligados à música.
Com sede em Beja e secções em Castro Verde e Moura, o CRBA iniciou a sua actividade em 1996 e actualmente ministra cursos de dança, canto e música a cerca de 450 alunos.
Segundo José Filipe Guerreiro, o conservatório "pretende alargar a oferta formativa e transformar-se numa autêntica escola de artes", prevendo começar a oferecer em breve também cursos de teatro e artes plásticas.
NA ESE DE SETÚBAL
Nova pós-gradução

A Escola Superior de Tecnologia de Setúbal do Instituto Politécnico de Setúbal (ESTSetúbal/IPS) inicia, no mês de Abril, a Pós-Graduação em Produção Integrada por Computador. Com a duração de 1 ano, será leccionada de 10 Abril 2007 a 18 Junho 2008, em horário pós-laboral (18h30-20h00 e 20h30h-22h00), às Terças, Quartas e Quintas-feiras. O período de candidaturas já se encontra a decorrer, terminando a 30 de Março.
Dirigida, sobretudo, a Licenciados/Bachareis em Engenharia Mecânica e a Quadros Médios/Superiores com actividade profissional/conhecimentos na área de Engenharia, a Pós-Graduação em Produção Integrada por Computador visa proporcionar, aos seus formandos, a actualização e o aprofundamento de conhecimentos na área de Tecnologias e Processos Avançados de Fabrico permitindo, a estes profissionais, um melhor desempenho na área, com recurso a novas ferramentas de Gestão Integrada da Produção e de Produção Integrada por Computador.
Em termos curriculares destacam-se temas como: Tecnologias Avançadas de Fabrico; Materiais Avançados; Técnicas
Laboratoriais e Metrologia; Inovação, Tecnologia e Empreendorismo; Comportamento Mecânico dos Materiais; Produção Integrada, Ágil e Eco-eficiente; Projecto e Fabrico Assistidos por Computador; Manutenção e Tribologia; Sistemas Integrados de Qualidade, Ambiente e Segurança.
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